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Texto e fotografia (exceto as creditadas): Marcelo JB Resende
Reprodução somente com autorização.
A história de Sabará se confunde
com a história de um homem: Manoel de Borba Gato,
genro de Fernão Dias, o mais importante bandeirante
paulista. Após a morte do sogro, em 1681, Borba Gato
continuaria seu trabalho. Foi o primeiro a encontrar ouro
nas margens do rio das Velhas. Concluía com este
feito a missão de encontrar Sabarabuçu, a
lendária serra repleta de ouro e pedras preciosas.
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ânimos exaltados e uma terra sem muitas leis.
Este era o cenário da incipiente sociedade mineira do início
do século XVIII. Muitos conflitos surgiram envolvendo a
posse do ouro. Borba Gato seria protagonista de um deles, já
no ano de 1681. O rígido controle das lavras pela Coroa
Portuguesa culminou no assassinato do fidalgo espanhol Dom Rodrigo
de Castel Blanco. Acusado do crime, Borba Gato ficou foragido
18 anos, vivendo com os índios no vale do rio Sabará e cercanias,
onde veio a encontrar mais ouro.
O mal-estar com a Corte durou até 1698, ano
que, segundo historiadores, se deu o primeiro encontro do bandeirante
com o então governador Arthur de Sá e Menezes. Na ocasião
Borba Gato recebeu o título de Tenente-General do Mato.
Sua influência e importância em toda a região
foi aumentando. Em 1702, no segundo encontro com o governador,
foi investido no cargo de Superintendente das Minas do Rio das
Velhas. O fato aconteceu no arraial Santo Antônio do Bom Retiro
da Roça Grande e selava o perdão definitivo em troca de
um "Manifesto do Ouro". Nessa época o vizinho Arraial
da Barra do Sabará era o mais populoso de Minas.
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No atributo de suas novas funções,
Borba Gato repartia as lavras de ouro e veios d'água
como regulamentava o Regimento. Fiscalizava ostensivamente
o trânsito das tropas que vinham do sertão,
confiscando cavalos, bois, negros e mercadorias. Falecendo
em 1717, deixou o antigo Arraial da Barra do Sabará elevado
à condição de Villa Real, próspero e com grande movimento.
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Também no começo do século XVIII
aconteceu o primeiro grande conflito pela posse do metal amarelo.
Mesmo sendo descobridores do ouro, os paulistas perderam para
os cariocas a jurisdição sobre as minas, causando
enorme desconforto. Os paulistas chamavam os cariocas, portugueses
e demais imigrantes de Emboabas, nome pelo qual ficou conhecido
o conflito. A Guerra dos Emboabas se estendeu pelo vale do rio
das Velhas, rio das Mortes e teve Sabará como um de seus
palcos. A derrota dos paulistas fez com que sua influência
diminuísse. Tanto é assim que não se vê
o nome de Borba Gato, um paulista, na lista dos presentes ao Ato
de Criação da Villa Real de N. Sra. da Conceição
do Sabará, em 1711.
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